sábado, 14 de agosto de 2010

Tendo já sido lançados ao mercado de trabalho até 1982 cerca de 174
médicos gerais comunitários, vale a pena inldagar por que o INAMPS e as
Secretarias de Saúde nao os tém procurado para organizatáo de unidades
pioneiras de Medicina Geral Comunitária ou Familiar, como tentativa de
maior racionalizaçáco e humanizaaáo do atenc[imento médico.
Os Hospitais de Clínicas, com sua finalidade especial e necessária as
atividades de assistencia terciária, numa rede de saúde racionalmente constituída,
náo sáo, evidentemente, os locais indicados para o treinamento de
médicos gerais, quer a nível de graduaçáo ou pós-graduatáo. Se os Hospitais
Universitários renunciam, por falta de recursos ou deliberaçáo de ordem
administrativa ou conceitual, a desenvolver o saber, as habilidades e as
atitudes inerentes ao desempenho das várias especialidades da assisténcia
terciária, náo criando condiçoes para isso, as populatóes a que estes hospitais
deveriam assistir ficam mutiladas. Os pacientes, ricos ou pobres, que necessitarem
desse tipo de assisténcia, ou nao a receberáo ou,'no caso dos ricos
ou pessoas de grande prestigio social, sáo fortiados a procurar essa assisténcia
em centros mais desenvolvidos ou, pelo menos, onde esses serviços
apresentem condiçóes mínimas de segurança para seu funcionamento.
Assim sendo, a integraçáo docente-assistenrcial é imprescindível para a
formaçáo de médicos gerais.
Tem havido várias propostas, decretos, resoluçóes e leis, no Brasil, em
favor da integraaáo docente-assistencial, a conmeçar pelo Decreto n° 63.341
de 1/10/68 que facultava aos alunos de ciclo ]profissional do curso médico
prosseguir sua formacáo em unidades clínicas náo pertencentes a universidade,
mas que pudessem ser usadas mediante convenios (12). Após muitas
reunióes e seminários de caráter nacional ou regional, o Documento n° 3
da Série Cadernos de Ciéncias da Saúde - MEC/SESu, reforçou de maneira
categórica e definitiva esta proposta (16). Apesar disso, numerosas e graves
sáo as dificuldades que ainda enfrenta, entre nós, o processo de IDA, com
honrosas excessoes para a administraçáo do setor saúde em alguns Estados.
Devemos ressaltar que o movimento em torno da formaçáo do médico
geral ou de família, em graduaçáo, pós-graduataáo ou ambos, embora muito
oportuno e necessário, apresenta obstáculos (le várias ordens. Só poderáo
ser vencidos com a pertinácia dos que nele estejam envolvidos, e elevada
compreensao, espírito público e firme decisáo dos órgáos competentes,
como os Ministérios de Educaaáo e Cultura, da Saúde e da Previdencia e
Açao Social.

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